Seis das 11 aeronaves destinadas pelo governo federal ao Amazonas para o combate aos incêndios florestais chegaram a Manaus no sábado (10). O grupo é formado por quatro aviões e dois helicópteros, que pousaram na Base Aérea de Manaus, no Aeroporto de Ponta Pelada. As outras cinco aeronaves ainda estavam a caminho do Estado, segundo a Prefeitura de Manaus.
A chegada do reforço ocorreu no mesmo dia de uma reunião extraordinária na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Representantes dos governos municipal, estadual e federal discutiram uma ação conjunta contra as queimadas no Amazonas e os efeitos da poluição atmosférica na capital.
Reunião entre governos
Participaram do encontro os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, além de representantes do governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus.
Pelo município, estiveram presentes o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Fransuá Mattos; o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Lima Júnior; o secretário-chefe da Casa Civil, Célio Guedes; o superintendente do Centro de Cooperação da Cidade, Sandro Diz; e a secretária municipal de Comunicação, Camila Silva.
Segundo a administração municipal, parte da fumaça que alcança Manaus está relacionada a queimadas registradas em outros municípios e regiões do Amazonas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citados pela Prefeitura apontam que o Estado acumulou 3.726 focos de calor em setembro, ante 942 no mesmo mês do ano anterior. Nos primeiros dias de outubro, foram registrados outros 832 focos.
Medidas adotadas na capital
A Prefeitura informou que a Defesa Civil Municipal mantém monitoramento 24 horas durante o período de fumaça. O município também disponibilizou o telefone 153, da Guarda Civil, para o recebimento de denúncias sobre infrações ambientais.
De acordo com a administração municipal, drones e caminhões-pipa são empregados nas ações locais. Os caminhões são usados para umedecer áreas arborizadas e reduzir o ressecamento da vegetação.
Na sexta-feira (9), a concentração de poluentes atmosféricos em Manaus atingiu níveis críticos, quase quatro vezes acima do limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme os dados divulgados pela Prefeitura. Diante desse cenário, foram suspensas as aulas da rede municipal de ensino e o atendimento presencial nos órgãos públicos da administração direta e indireta.
A suspensão de eventos ao ar livre promovidos pela Prefeitura foi prorrogada até segunda-feira (12), ainda segundo a administração municipal. As medidas foram apresentadas como ações preventivas de proteção à saúde pública.
Atuação regional
Durante a reunião, Fransuá Mattos afirmou que Manaus representa 0,6% do total de queimadas registrado no Amazonas e associou a piora da qualidade do ar na capital a incêndios em outras regiões do Estado. O secretário defendeu a cooperação entre os governos para reduzir os efeitos da fumaça sobre a população.
Lima Júnior declarou que a capital está à disposição para auxiliar municípios próximos afetados pelos incêndios florestais. Ele também destacou o monitoramento contínuo realizado pela Defesa Civil e a disponibilidade do canal 153 para que sejam tomadas as primeiras providências diante de denúncias ambientais.
A divulgação da Prefeitura não detalha a distribuição das 11 aeronaves entre as áreas de combate, nem apresenta prazo para a conclusão da operação. Também não informa metas ou resultados já obtidos pelas ações municipais de monitoramento, uso de drones e caminhões-pipa.
Fonte: Prefeitura de Manaus.








