domingo, 25 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Retrato de gênero da Câmara muda com 19 cadeiras a mais para mulheres eleitas em 2022

O resultado das eleições de 2022 ampliou de 90 para 109 o número de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados. A bancada feminina ocupará 21,2% das 513 cadeiras na próxima legislatura, contra 17,5% no período anterior.
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O resultado das eleições de 2022 alterou a composição de gênero da Câmara dos Deputados. A próxima legislatura terá 109 mulheres entre as 513 cadeiras da Casa, 19 a mais do que na composição anterior, que contava com 90 deputadas.

Com a mudança, a bancada feminina passará a representar 21,2% do total de deputados. Na legislatura anterior, as mulheres ocupavam 17,5% das cadeiras. O avanço corresponde a uma alta de 3,7 pontos percentuais na participação feminina.

Mais mulheres, mas maioria masculina permanece

A nova composição ainda será majoritariamente masculina. Dos 513 parlamentares eleitos, 404 serão homens, o equivalente a 78,8% das cadeiras. Na formação anterior, eram 423 deputados homens.

A diferença entre as bancadas masculina e feminina, portanto, será menor na próxima legislatura. O intervalo cai de 333 cadeiras, registrado na composição anterior, para 295 cadeiras entre os 404 homens e as 109 mulheres eleitas em 2022.

Os números mostram dois movimentos simultâneos: o crescimento da presença feminina e a permanência de uma maioria masculina no plenário. A bancada das deputadas ultrapassará a marca de 100 cadeiras, mas continuará abaixo de um quarto da composição total da Câmara.

Como mudou a proporção na Câmara

A comparação entre as duas legislaturas ajuda a dimensionar o resultado. Antes da eleição de 2022, havia 90 mulheres entre os 513 deputados, ou 17,5% da Casa. Depois da votação, esse número subiu para 109, o que representa 21,2%.

Em termos absolutos, o aumento foi de 19 deputadas. Em termos proporcionais, a bancada feminina cresceu 21,1% em relação ao número anterior. A diferença entre os dois percentuais decorre do fato de que cada cálculo usa uma referência distinta: a alta de 21,1% compara o número de mulheres; já a variação de 3,7 pontos percentuais compara a participação delas no total de cadeiras.

Como a Câmara mantém 513 assentos, a entrada de novas deputadas reduz diretamente o espaço ocupado por homens. A bancada masculina passa de 423 para 404 parlamentares, enquanto a feminina aumenta de 90 para 109.

O que o resultado representa para a próxima legislatura

O novo desenho fará com que pouco mais de uma em cada cinco cadeiras da Câmara seja ocupada por uma mulher. Na prática, a presença feminina passa a ter peso maior na composição geral da Casa, embora quatro em cada cinco cadeiras continuem destinadas a deputados homens.

A mudança não altera o número total de parlamentares, mas modifica a distribuição das 513 vagas entre homens e mulheres. O resultado das urnas acrescenta 19 cadeiras à bancada feminina e reduz em igual quantidade o número de cadeiras ocupadas por homens.

Essa diferença entre o crescimento absoluto e a participação percentual é importante para a leitura dos dados. A bancada feminina aumenta em 19 integrantes, mas sua fatia do plenário avança de 17,5% para 21,2%. Mesmo com a alta, a representação das mulheres permanece inferior à metade da Câmara e também abaixo de 25% das cadeiras.

Dados permitem comparar as duas composições

A composição anterior da Câmara era formada por 90 deputadas e 423 deputados. A formação definida pelas eleições de 2022 será composta por 109 deputadas e 404 deputados. Os dois grupos, somados, chegam às mesmas 513 cadeiras previstas para a Casa.

A tabela numérica mostra a mudança:

  • Mulheres: de 90 para 109 cadeiras;
  • Homens: de 423 para 404 cadeiras;
  • Participação feminina: de 17,5% para 21,2%;
  • Participação masculina: de 82,5% para 78,8%;
  • Variação da bancada feminina: 19 cadeiras e alta de 21,1%;
  • Diferença entre homens e mulheres: 295 cadeiras na próxima legislatura.

Os percentuais são calculados sobre o total de 513 cadeiras. Por isso, a participação masculina de 78,8% corresponde às 404 vagas ocupadas por homens, enquanto os 21,2% atribuídos às mulheres correspondem às 109 cadeiras conquistadas nas urnas.

Resultado eleitoral amplia a presença feminina

O principal efeito da eleição de 2022 sobre a composição da Câmara é o aumento do número de mulheres eleitas. A bancada feminina deixa de reunir 90 deputadas e passa a contar com 109 representantes.

Esse acréscimo altera a proporção entre os dois grupos no Legislativo. Embora a maioria masculina continue ampla, a distância entre homens e mulheres diminui em relação à legislatura anterior. A mudança é registrada tanto no número de cadeiras quanto na participação percentual.

A próxima Câmara, portanto, terá uma composição diferente daquela formada anteriormente: 19 mulheres a mais e 19 homens a menos. O resultado mantém a maioria masculina, mas eleva a presença feminina para pouco mais de um quinto do plenário.

Uma maioria masculina ainda predominante

Os dados também mostram os limites da alteração produzida pelas urnas. Mesmo com o aumento de 21,1% no tamanho da bancada feminina, as deputadas ocuparão 109 das 513 cadeiras. Isso significa que 404 vagas continuarão nas mãos de homens.

A composição masculina corresponderá a 78,8% da Câmara, enquanto a feminina ficará em 21,2%. Assim, a nova distribuição reduz a diferença entre os grupos, mas não modifica a predominância masculina no plenário.

O quadro definido em 2022 combina, dessa forma, expansão da bancada feminina e manutenção da maioria masculina. A eleição acrescenta 19 deputadas ao Legislativo e leva a representação das mulheres a 3,7 pontos percentuais acima do patamar anterior.

Na próxima legislatura, a Câmara dos Deputados terá 109 mulheres e 404 homens. A divisão traduz o resultado das eleições de 2022 e estabelece uma nova proporção de gênero entre as 513 cadeiras da Casa.